CONSTRUINDO NARRATIVAS COM IMAGENS
As palavras não conseguem expressar tudo o que uma pessoa sente. Elas parecem rígidas e concretas. A imagem, por outro lado, estabelece uma interação constante entre o real e o imaginário. Parece buscar despertar o interesse pela análise, pela reflexão e pelo olhar crítico de quem a percebe e de quem a produz. É transmissora de ideias que, entremeadas por emoções e significados, pode sensibilizar e mover qualquer espectador.
Uma imagem representa algo, seja uma realidade percebida, interpretada ou imaginada. Ou, ainda, uma combinação entre elas. A ordem dessa composição não importa. Essa fusão nos oferece a perspectiva de um mundo aberto a inúmeras interpretações. Acredito que os elementos visuais de uma narrativa compõem uma linguagem universal, de alguma forma familiar a todos. E sua intenção é provocar sentimentos, sensações e ideias em quem a observa, fazendo da imagem uma forma de comunicação.


FOTAGRAFIA: A ARTE
DA OBSERVAÇÃO
sempre gostei de observar espaços vazios. O desabitado. Espaços de silêncio. É como se pudéssemos imaginar, sentir e recriar a vida daqueles que estiveram ali. As ações, as conversas, os encontros e desencontros. O vazio permite que a mente vagueie e escolha livremente os momentos e as imagens que deseja reescrever, projetar e guardar na memória. A imagem fala a todos. Construir cenas e diálogos estabelece relações e revela o tempo narrativo daquilo que acontece conosco.
Aos poucos, descobri que, com a entrada de alguns personagens em cena, surgem o imprevisível, o movimento e a vida. Descobri que, ao narrar visualmente o outro, acabamos inevitavelmente nos tornando o outro. Saímos de nós mesmos. E é somente então que conseguimos perceber nossa própria existência e compreender que estamos, de fato, aqui. Há uma fronteira tênue entre onde estamos e onde podemos estar. Nessa fronteira, escolhemos constantemente elementos, personagens, lugares e objetos capazes de construir e revelar as ideias que desejamos transformar em imagem.
NARRATIVAS VISUAIS:
INTERPRETAÇÕES
DO REAL
A comunicação por meio de imagens, sejam elas estáticas ou em movimento, me parece mais interessante do que qualquer outra forma convencional. Não consigo me lembrar do que me levou, aos quatro anos, à decisão de não falar, mas foi justamente por isso que precisei aprimorar o uso de desenhos, gestos e objetos para me comunicar com aqueles ao meu redor. Utilizar ferramentas, recursos e artifícios para descobrir novas formas de representar uma mensagem, uma sensação, um sentimento ou uma memória através de meios visuais sempre fez parte do meu processo de expressão e compreensão.
A linguagem visual é clara, mas também nos confunde. Porque, no fundo, queremos sempre narrar, mas também contar nossas próprias histórias. Queremos ser autores e deuses de todas as histórias que atravessam nosso caminho. Mesmo quando desejamos contar as narrativas de outras pessoas, acabamos inevitavelmente contando a nossa própria história. Podemos estabelecer diferentes interpretações para um mesmo conceito. Criamos e encontramos padrões, acidentais ou deliberados. E observar todos esses acontecimentos e ações me transporta para um lugar onde me deparo com uma paleta complexa, na qual preciso escolher e selecionar os tons que mais se aproximam daquilo que realmente quero representar ou revelar em uma imagem.





QUEM É
LUISA MADER?
“Sometimes I’ll start a sentence and I don’t even know where it’s going.
I just hope I find it along the way.”
– Michael Scott
FOTÓGRAFA /
ARQUITETA INQUIETA //
ASPIRANTE A DIRETORA DE ARTE ///
CRIADORA DE PLAYLISTS EXCÊNTRICAS ////
VICIADA EM FILMES E QUEBRA-CABEÇAS /////



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